Blog da LEMA

Engenharia de Alimentos, Empreendedorismo e afins

A primeira impressão

Você já deve ter escutado a frase: “A primeira impressão é a que fica” e pode até não concordar quando se trata das pessoas mas tudo muda quando o assunto é produto alimentício. A primeira impressão é muito importante e justamente quem tem esse papel é a embalagem. Quem nunca comprou um produto só pela embalagem e não gostou da qualidade?

 

A embalagem é a primeira mensagem (#marketing) que a Indústria de Alimentos traz para você, consumidor! É nela que iremos ter todas as informações necessárias para comprar (ou não) um determinado produto, por exemplo: o que é, a marca, a data de validade, a composição, tabela nutricional e as imagens ilustrativas. Mas é só para impressão? #VemComaLEMA descobrir esse mundo tão vasto e colorido.

 

 

Muito além da comunicação

A embalagem é a barreira entre o meio externo e o alimento, muito importante para garantir um produto seguro após os processamentos realizados pela indústria até chegar no destino final, o consumidor. Além disso, é a forma de se proteger de agentes externos, alterações e possíveis contaminações.

Por isso ela é imprescindível para se adquirir o alimento nas melhores condições de consumo com muita praticidade e conveniência.

 

Todo material pode ser usado?

A ANVISA regula todos os materiais que podem ser usados na área de embalagem. A explicação é que em alguns casos pode ocorrer a migração de componentes para o alimento trazendo riscos a saúde.

A migração, definida pela ANVISA como transferência de componentes do material em contato com alimentos para estes produtos, devido a fenômenos físicos químicos, é muito estudada pelos cientistas, químicos e engenheiros da área de alimentos com o objetivo de minimizar a mesma.

Por isso, cada matriz alimentícia tem a embalagem específica... A legislação é clara: não pode ocorrer a migração para os alimentos de componentes indesejáveis, tóxicos ou contaminantes em quantidades superiores dos limites máximos estabelecidos de migração total ou específica.

 

Quer saber mais? A legislação dessa área é regulamentada pela RDC nº 91 de 2001 visando garantir a segurança do uso dos materiais em contato com o alimento.

 

Embalagem é lixo?

Já foi comentado aqui no blog (aqui!) que um dos grandes desafios da Indústria é a sustentabilidade ambiental, por isso há muitos estudos para reaproveitar a embalagem.

Algumas empresas já estão investindo em embalagens para posterior compostagem e até em embalagens comestíveis, pesquisadores da EMBRAPA já criaram filmes comestíveis a partir de espinafre, mamão, goiaba, tomate podendo ser usado outros alimentos.

 

Tipos de embalagem

Além de proteger, conter e comunicar com diferentes tipos de material há também outras funções, onde podemos encontrar as embalagens ativas e as inteligentes. Mas qual é a diferença?

As ativas interagem com o alimento podendo ter a liberação ou absorção de substâncias que aumentam a vida comercial (garantindo as características sensoriais), por exemplo, a adição de substâncias que absorvem a umidade/etileno do produto.

As inteligentes interagem com o consumidor com a ajuda da tecnologia informando, por exemplo, o estado de conservação do produto.

 

Não importa se a embalagem é de metal, vidro, filmes flexíveis ou plástico o importante é garantir a qualidade do alimento. Quer saber mais sobre embalagens e afins? Fique atento as novidades, até o próximo post!

 

Referências bibliográficas

ANVISA. RDC nº91 de 2001. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/documents/10181/2718376/%281%29RDC_91_2001_COMP.pdf/fb132262-e0a1-4a05-8ff7-bc9334c18ad3>

LALANDE, T. Afinal, o que são embalagens ativas e inteligentes? Disponível em: <www.teddylalande.com/2016/01/afinal-o-que-sao-embalagens-ativas-e-inteligentes.html>

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